quarta-feira, 8 de outubro de 2014

A atualidade da epístola aos filipenses (Unidade na Humildade)

A Unidade na Humildade
Filipenses 2.1-11

Introdução.
A maior maravilha que testemunhamos é o amor de Deus para conosco. Não conheço alguém que, por si só se faça digno deste amor. Jesus Cristo, Senhor e Deus deixou toda a Sua glória para se tornar humano. Cheio de limitações, dores, aflições. Ele passou se Senhor para Servo.

1 – A Igreja de Filipos, na Macedônia, era uma Igreja modelo.
Como sabemos, antes, um prisioneiro deveria se sustentar. Arcar com os gastos de comida, moradia, etc. porém um homem preso não podia trabalhar: nesta lógica, um homem preso, se não tivesse alguém que o sustentasse, morria. Nas prisões de Paulo, a Igreja de Filipos o sustentou. Manteve-o levando comida, roupas.

Paulo os elogia nessa carta por este amor tão grande e verdadeiro
Ø Fp. 1.3-11

A Igreja de Filipos era bem diversa. Vemos uma judia próspera, como também uma escrava grega. Por isso, deveria ser difícil manter a unidade. Paulo escreveu esta carta aos filipenses tanto para agradecer pelo amor como para exortá-los a manter-se na unidade.

Ø Nesta carta Paulo também trata do trabalho. Mesmo preso, ele está alegre, pois sabe que nada do que ele sofre é em vão. E pede aos irmãos que partilhem dessa alegria! Pois ele sabia que receberia um prêmio por este sofrimento. Pede também que os irmãos se esforcem para propagar o evangelho,  motivo pelo qual ele estava preso, pois nada seria em vão.  Filipenses 2.12-18.
Nosso trabalho não é em vão!


2 -  A Unidade vem pela Humildade.
I.                   A Unidade.
Esta frase pode não parecer ter algum sentido aqui. Porém vamos mais a fundo. Por ser uma Igreja diversa, poderia haver discórdia entre os irmãos, pois congregavam senhores e servos, ricos e pobres... Há uma possibilidade de que eles se dividissem entre si – o que destruiria a Igreja. O mais rico se sentiria até mais importante para a igreja e para Cristo... E o mais pobre – não necessariamente de dinheiro, pode ser pobre em habilidades que possam ser mostradas – faria serviços para agradar aos irmãos ricos. Ou poderiam agir competindo, ou por glória própria. Por estes motivos Paulo os exorta a manterem-se em unidade.

v.3
Aqui Paulo adverte os irmãos para nada fazer por si mesmo. Nada fazer por competição, por orgulho próprio. Mas fazer por amor. Tornar-se humildes, vivendo para os outros. Viver para os outros. Este é o segredo para a vida em unidade. Agir tendo empatia pelos seus irmãos. Partilhando dos seus sofrimentos, das suas dores, das suas alegrias, das suas conquistas... Das suas felicidades...

“Alegrai com os que se alegram e chorai com os que choram”

É este o sentido deste versículo.

Vivendo e agindo como um só. Como um corpo. Tendo Cristo como a cabeça, e agindo com unidade, com um só propósito, caminhando para o céu como verdadeiros irmãos. Como Ele pediu na sua última oração:

“...para que todos sejam um, Pai, como tu estás em mim e eu em ti. Que eles também estejam em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste.
Dei-lhes a glória que me deste, para que eles sejam um, assim como nós somos um:
eu neles e tu em mim. Que eles sejam levados à plena unidade, para que o mundo saiba que tu me enviaste, e os amaste como igualmente me amaste.”


O Exemplo de Cristo
II.                 A Humildade

Para garantir e para enfatizar as palavras de Paulo no início do capítulo, ele adiciona o que era um louvor da Igreja primitiva, que são os versículos de 6 a 11.

1 – Paulo cita o exemplo de Jesus Cristo para que vivamos em comunhão.

            “Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus,
que, embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se;
mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens.
E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até à morte, e morte de cruz!
Por isso Deus o exaltou à mais alta posição e lhe deu o nome que está acima de todo nome,
para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, no céu, na terra e debaixo da terra,
e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai”.

Filipenses 2:5-11

Jesus humilhou-se por vontade própria. Deixou toda a Sua glória divina para se tornar humano. V.7. Jesus Cristo deixou de ser Senhor para se tornar Servo. Ele serviu. Se Jesus, o nosso Senhor, viveu para os outros, porque não devemos fazer o mesmo? Somos um nEle e Ele no Pai. Devemos esquecer de nós mesmos e viver para os outros.

Quanto mais nos humilharmos, maior será a nossa Glória. Como a de Cristo.
v.10 –

Por isso Deus o exaltou à mais alta posição e lhe deu o nome que está acima de todo nome,
para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, no céu, na terra e debaixo da terra,
e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai.

Filipenses 2:9-11.

Se pegarmos uma pedra e colocar num elástico, e puxá-la para baixo, para onde ela irá? Para o alto. Quanto mais forte empurrarmos para baixo, mais alto ela irá. Se na Física isso dá certo, conosco é a mesma coisa.

O Senhor levou toda a nossa culpa e a nossa vergonha na cruz. Ele se aniquilou e se humilhou ao limite de um ser humano. Mas quando Ele foi arremessado para o alto, depois de ser puxado para baixo num elástico, Jesus recebeu o nome que está acima de todo nome, Deus deu-lhe O nome. Para que todo joelho que estiver no céu, para que todo joelho na terra, e para que todo joelho debaixo da terra se dobre perante o glorioso nome de Cristo.


Mantendo-se na humildade, chegaremos na unidade, pois nos esvaziaremos de nós mesmos, e passaremos a viver para os outros. Viveremos como UM. Agiremos com um só propósito, por amor, com piedade. Como o Senhor quer que seja. Com amor puro e simples, com amor real, com o amor de Deus, dado a nós pelo Espírito. Viveremos como corpo. Como um.

Amem!
07.10.2014
d'Araújo (c)